Respostas
A pior resposta nem sempre é o não, mas a não-resposta.
Desde que havia deixado o colégio I.L Peretz em 1974, aos cinco anos, eu nunca mais tinha entrado lá até o ano de 2007. Ou melhor: nunca entrara nessas unidades, já que fui aluno na época em que a escola ficava na Avenida Brasil, num espaço ajardinado rodeado por baixas cercas com placas de madeira.
O professor sabia muito, era inteligente, bom em tudo Exímio orador, compreensivo, de invejável conteúdo Versado na origem da vida, conhecia religião e biosfera Entendia o que vinha oculto, de tanto que era culto Só não sabia explicar uma coisa, ao ouvir a velha frase Dinheiro não é o mais importante, vale mais a profundidade
Ela parecia um organismo à parte na escola. Mas não era. Aquela quadra, lá no fundo, era um local onde pairavam os desejos de herói das crianças que corriam por sua superfície. Nos recreios, era um cenário de sonhos. Os meninos costumavam tomar conta do espaço. Corriam em alarido dentro de times que chegavam
Ele manda uma carta reclamando em público e depois fala que não busca rompimento. Ele deixa vazar um áudio falando em assumir o lugar do outro e depois fala que era um ensaio para uma peça de teatro. Já no lugar do outro, ele forma uma equipe só com vozeirão, terno, gravata e barba, mas
Meu pai me levava todos os dias para a escola. Íamos de carro, passando por ruas arborizadas, com algumas casas imponentes, ao estilo inglês, outras mais simples, ajardinadas, mas sempre com uma identidade que dava beleza ao trajeto. Era uma preparação bucólica para as aulas. Ao chegar, lá estava a morá (em hebraico, professora)
Quem não acredita no que digo, espere um pouco, sente, cante comigo. Quem não acredita no que falo, resista à tentação poderosa de achar o fim no intervalo. Quem não acredita no que vejo, espere para ver muito além do seu ou do meu desejo. Quem não acredita no que escuto, ouça o som interior